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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Gênesis 9.20-29 - Cam e a nudez de seu pai Noé

A bíblia nos diz que Noé plantou uma vinha e fez vinho dela. Tomou deste vinho e embriagou-se, neste momento ele tira as roupas e fica nu. Seu filho Cam, vê o pai sem roupas e sai a contar a seus irmãos. Estes em uma atitude mais respeitosa, levam uma manta em seus ombros, aproximando-se de costas e o cobrem.

A atitude correta de Cam seria cobrir o pai para que ninguém mais precisasse vê-lo daquela maneira, mas ao invés disso, ele sai e conta a seus irmãos, levando mais pessoas a saberem da fraqueza do pai.
O pecado de Cam não está no que ele viu, mas sim no que ele deixou de fazer. Como filho ele teria que proteger a honra de seu pai, e não tratar de expor a mesma. Se olharmos a atitude de seus irmãos veremos que havia um grande respeito pelos pais, olhar para a nudez dos mesmos, era uma grande falta de respeito, era expor os mesmos ao ridículo.
O que a palavra de Deus nos ensina aqui é que em nossas vidas veremos coisas que podem comprometer a reputação de outras pessoas, e qual será nossa atitude? Sairemos espalhando aos quatro ventos? Trataremos de embaraçar as pessoas? Ou agiremos como Sem e Jafé?
O verdadeiro cristão zela pela discrição, ele não age de forma precipitada. Antes ele estende a mão como Cristo faria e o faz até hoje, e ajuda a pessoa a sair do embaraço.
Quem ama jamais expõe as pessoas ao ridículo.

Que Deus nos ajude a agirmos sempre com amor e zelo pelas pessoas por quem Cristo deu sua vida. Nossa atitude deve ser a de querer ajudar e resgatar nosso irmão, não condená-lo, julgá-lo ou expô-lo.
Mas porquê Cam foi amaldiçoado por seu pai?
 O erro de Cam foi não fazer nada por seu pai naquele momento em que viu ele embriagado, não cobriu, debochando dele, contando para seus irmão. Pode ele ter zombado do seu pai dizendo: "Gente vem ver! O pai está bêbado e pelado...." E com isso teria debochado do estado de seu pai.

Cam não teve uma postura respeitosa diante do pai. Por isso que Noé predisse que a descendência de Cam, Canaã, teriam o mesmo caráter hostil, zombador e desrespeitoso. Noé previu que os descendentes de seu filho herdariam o caráter do pai.

Gênesis 23 – A morte e o sepultamento de Sara



Sara é a única mulher cuja idade no momento de morrer é mencionada nas Escrituras, 127 anos. 

Isaque tinha 37 anos quando sua mãe faleceu.


Ela morreu em Hebrom, terra de Canaã.

A Bíblia nos diz que Abraão sofreu e chorou a morte de Sara, indo depois em busca de um lugar para sepultar sua amada.



Apesar de Abraão ser estrangeiro em Hebrom, queria que sua esposa fosse enterrada ali porque acreditava na promessa de Deus, ele entendia que o futuro de sua descendência estava naquela terra.

Abraão estava na terra prometida, mas legalmente ela ainda não era dele. Os moradores de Hebrom possuíam suas terras por herança, não sendo costume vender qualquer parte a estrangeiros que morassem entre eles, como Abraão.

Entretanto os filhos de Hete, atendendo ao pedido de Abraão, lhe ofereceram de graça, o uso de uma das suas melhores sepulturas. Eles tinham muito respeito por Abraão, a quem chamaram de príncipe de Deus.

“Ouve-nos, meu senhor; príncipe poderoso és no meio de nós; enterra a tua morta na mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para enterrar a tua morta.” Gênesis 23:6

Mas Abraão não queria um lugar emprestado, assim, insistiu em adquirir uma caverna para esse fim.

O proprietário, Efrom, então veio até o lugar onde se faziam os negócios, à porta da cidade, e se assentou no meio do povo que se ajuntava ali: estas eram as testemunhas. 

Fez uma proposta, generosa não só pela caverna, mas também o campo onde ela se encontrava, onde o valor era irrisório.

Abraão respondeu inclinando-se diante do povo e declarando que, se Efrom de fato concordava em desfazer-se do terreno (com a caverna), ele queria pagar o preço justo pela caverna e o campo.

Efrom retrucou educadamente que o preço não era importante, mas não deixou de dizer o valor.

“Meu senhor, ouve-me, a terra é de quatrocentos siclos de prata; que é isto entre mim e ti? Sepulta a tua morta.” Gênesis 23:15

Abraão imediatamente pagou-lhe o preço estipulado.

Assim Abraão era legalmente dono do campo onde sepultou Sara, dentro da caverna. Local onde mais tarde, tanto ele próprio como Isaque, Rebeca, Lia e Jacó também foram sepultados.





Tempos depois os árabes muçulmanos, que se consideram descendentes de Abraão através de Ismael, construíram uma mesquita sobre a caverna, que ainda se encontra lá, no centro da atual cidade de Hebrom.

Gênesis 22 - Fé e obediência




“E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui." Gênesis 22:1



A palavra de Deus relata aqui um momento em que Deus “prova” seu filho e servo Abraão. O que é provar? É experimentar; submeter à prova; fazer conhecer, verificar a qualidade, fazer avaliação. Note também que prontamente Abraão responde ao chamado “Eis-me aqui!”.

Em Gênesis 22:1-2, temos a prova, o teste: 

“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi."

Deus colocou Abraão à prova, pedindo Isaque, o filho da promessa, como sacrifício. Veja como Deus caracteriza Isaque, “teu único filho”, “a quem amas”. Isso mostra que Deus sabe da importância e do valor do Seus pedido e da dificuldade que deveria ser para Abraão obedecer. Mas Abraão obedece e de pronto, parte para Moriá.

O versículo 4 diz que eles andaram durante 3 longos dias e no terceiro, quando avistou o local indicado, Abraão mostra de sua fé, falando aos seus servos: "Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós". Abraão acreditava que, de algum modo, ele voltaria com Isaque! Abraão considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo. 
Quando Isaque perguntou a Abraão onde estava o cordeiro para o holocausto, novamente Abraão fez uma afirmação de fé: "Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto" Gênesis 22:8.

Quando chegaram ao local designado por Deus e Abraão iria imolar o filho, o Anjo do Senhor o impediu. Eis o resultado da prova, Abraão tinha passado no teste: ”...porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.” Gênesis 22:12

No lugar de Isaque, Abraão ofereceu um cordeiro que estava preso pelos chifres entre os arbustos daquele lugar. Abraão deu àquele lugar o nome de "O SENHOR Proverá" 

Neste momento Deus faz uma promessa, um juramento à Abraão, de abençoar e multiplicar sua descendência, Deus garante a vitória da descendência de Abraão sobre seus inimigos e diz que através dela serão benditas todas as nações da terra! 



Deus então termina o dialogo dizendo que tudo isso é resultado da obediência : 

“porquanto obedeceste à minha voz.” 
 Gênesis 22:18

Gênesis 21 – Deus cumpre suas promessas

“E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha prometido.” Gênesis 21:1-2


Aqui vemos mais uma vez Deus cumprir sua promessa. Deus, no tempo certo cumpriu a promessa feita a Abraão e Sara, dando-lhes um filho.

Abraão estava já com 100 anos e Sara com aproximadamente 90 anos quando nasce Isaque, o filho da promessa.



A bíblia nos diz que Sara ficou muito feliz o que à fez rir de alegria, diferente do riso de incredulidade relatado em Gênesis 18:12 “Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?” - agora esse riso é de alegria porque ela acredita que para Deus nada é impossível.

Um certo dia o filho de Abraão com a egípcia Hagar estava debochando de Isaque, Sara viu e pediu para Abeaão manda-los embora. Abraão fica chateado, afinal ele também é seu filho, apesar de ser fruto de um erro.

Deus então consola Abraão e diz para ele fazer conforme Sara havia pedido, pois o filho da promessa era mesmo Isaque, mas Deus prometeu não abandonar Ismael.

Para Abraão foi difícil despedir seu filho. Mas sabendo que assim Deus queria, ele o fez. Agiu assim porque confiava no Senhor.

Abraão então manda Hagar e o filho embora com um pouco de pão e água, o que logo acaba e eles encontram-se sozinhos no deserto e com muita sede. Hagar deixa Ismael em baixo de uma arvore e se afasta para chorar, dizendo que não aguenta ver seu filho morrer.

Deus ouve a voz do menino e envia um anjo para falar com Hagar, ele diz para que ela não fique com

medo, pois Deus disse que fará dele uma grande nação. Então Hagar vê um poço e dá água ao menino. Enquanto Ismael crescia Deus estava ao lado dele. Ele morou no deserto e tornou-se um grande arqueiro e sua mãe conseguiu para ele uma esposa do Egito. 

Nesta mesma época, Abimeleque e o comandante Ficol reconhecem que Abraão é abençoado por Deus independente do que ele fizer, então pedem que ele prometa ser honesto e bondoso com Abimeleque e sua família, o que Abraão aceita fazendo uma promessa, dando a Abimeleque ovelhas e gado.

Abraão também separa 7 ovelhas de seu rebanho pedindo para que em troca das ovelhas Abimeleque devolva um poço que Abraão cavou e alguns empregados de Abimeleque haviam tomado a força. Esse lugar passou a ser chamado de Berseba (Poço do juramento), pois ali os dois fizeram um acordo por meio de juramento.

Abraão plantou naquele lugar um bosque e cultuou o Eterno, orando a Deus.

Abraão morou em território filisteu por longo tempo.

Gênesis 20

Abraão tem 99 anos mas ainda pratica o nomadismo e chega assim com toda a sua tribo no reino de Abimeleque, rei de Gerar.

Com medo de ser morto por quem quisessem ficar com sua mulher, Abraão usou do mesmo artifício que havia adotado tempos antes no Egito (Gênesis 12.11-13) e disse que Sara era sua irmã. 

O rei Abimeleque, ouvindo isso, mandou buscar Sara apesar dela já estar com idade avançada. 

Na mesma noite Deus intervém junto a Abimeleque em sonhos : “Eis que morto serás por causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido.” Gênesis 20:3

Abimeleque ficou apavorado. Ele disse a Deus que tinha feito aquilo inocentemente, induzido pela mentira do próprio marido. Deus respondeu que sabia disso e que por essa causa havia impedido que Abimeleque tivesse relações com a mulher de Abraão. 



O Senhor disse ainda que o rei deveria, em face do ocorrido, restituir Sara ao seu marido sob pena de ser punido com a morte, juntamente com toda a sua casa e que, fazendo isso, Abraão oraria por ele para que nenhum mal lhe sobreviesse.

Essa história já havia acontecido no passado. A primeira vez, foi quando eram bem mais jovens e Sarai “uma linda mulher”, eles chegam ao Egito fugindo da seca que castigava Canaã. Argumentando o medo que cobicem sua mulher e o matem para se apoderar dela, Abrão a apresenta como sua irmã (Gên 12 :18-20 e 13 :1 e 2). Rapidamente Faraó fica sabendo do fato, toma-a por mulher e age de forma muito generosa com Abrão, enriquecendo-o de animais e escravos em grande quantidade. O desfecho dessa situação vem sem mais tardar : o Egito é punido com grandes pragas e, furioso, Faraó os expulsa do país. Com o dote que recebe de Faraó, enquanto irmão da noiva, Abrão sai do Egito ainda mais rico do que chegou. Por precaução, Faraó envia uma tropa para acompanhá-los à fronteira, garantia de se ver livre deles e assim liberar o país da punição que os destruía. 

Quando essa mesma cena se reproduz com o rei Abimeleque, entre amedrontado e furioso, o rei procura uma explicação com Abraão, e a história que conta Abrão é idêntica à primeira, mas um diálogo se instala entre ele e o rei.

Gênesis 20:11-13

E disse Abraão: Porque eu dizia comigo: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e eles me matarão por causa da minha mulher.

E, na verdade, é ela também minha irmã, filha de meu pai, mas não filha da minha mãe; e veio a ser minha mulher;

E aconteceu que, fazendo-me Deus sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse: Seja esta a graça que me farás em todo o lugar aonde chegarmos, dize de mim: É meu irmão.

Abimeleque devolveu Sara a Abraão e ainda lhe deu ovelhas, bois e escravos. Além disso, concedeu a liberdade de se fixar onde quisesse em seu reino. Pagou ainda mil peças de prata como reparação pelo dano moral que havia causado a Sara.

Ouvindo a oração de Abraão, Deus curou Abimeleque, sua esposa e suas servas e elas puderam novamente ter filhos, pois o Senhor havia punido todas aquelas mulheres com esterilidade por causa de Sara.

Deixo aqui em parênteses, um estudo da psicóloga Marlene Iucksch, ela faz uma alegoria sobre esse episódio que me fez pensar:

Abrão e Saraï são irmão e irmã, criados como tal. Quando deixam a casa do pai, já casados, devem mudar de papéis, transitar do laço sanguíneo e familiar a um vínculo de aliança: marido e mulher, unidos pelo desejo e pelo rito que os institui. 

Nômades, por ordem divina, Abrão e Sarai talvez viram-se perdidos de seus lugares de sujeitos por falta de palavras que lhes indicassem o caminho. Abrão diz claramente que começou a ter medo no exato momento em que deixou a casa do pai e se encontrou enfim (sós !) marido da irmã.

Abimeleque não a tocou, pois, durante a noite, Deus se dirige a ele, revelando o casamento que Abraão não ousa revelar. Contrariamente aos medos de Abraão o velho rei crê no Deus único e ouve a sua palavra.

Para resumir a situação, eu diria que, numa sorte de história circular, Abraão se encontra diante de « Meu Pai Rei » (significado do nome de Abimeleque), que ocupa assim o lugar de um pai simbólico, recusando a Abraão de retomar « Princesa » (Sara) de seu marido para fazê-la de novo « Minha Princesa » (Sarai), como foi batizada pelo pai.

À Abimeleque, Abraão conta o segredo de família que o acompanha desde sempre.

Depois dessa revelação, “ Meu Pai Rei “, entrega “Princesa “ ao homem que pela mudança de nome se tornou “ Pai de multidões “ na espera que uma vez liberados da relação incestuosa, a vinda do filho seja possível.

Lembro que foi ainda debaixo do teto do pai de ambos que, uma vez declarados marido e mulher, a esterilidade de Sarai foi atestada.

Para concluir o ritual de desatamento “Meu Pai Rei “ cobre-lhes de presentes, como se faz aos noivos em dia de núpcias e termina-se assim o jogo ao qual se obrigavam : marido e mulher enviando-se à outro parceiro sexual, com todo o sofrimento e riscos ao qual se expunham.

A mudança do nome desamarra a filha do lugar que ocupa no desejo incestuoso do pai e a prepara para tomar lugar junto do marido.

No encontro com Abimeleque conclui-se que, finalmente, podem unir-se em aliança e um lugar lhes é dado para viver, nas terras do rei, diante deste (Gên 20 :14-16).


Pega por um braço, entregue pelo outro, Sara é restituída e “ justificada “, termo que restabelece a inocência (de atos e palavras) de um suposto culpado. Encontramos assim a culpa no íntimo da relação do casal e que os acompanhou até a velhice, até esse encontro liberador, culpa que os aprisionava ao pai de ambos…

Um pouco da história de Ló até aqui...

Ló era sobrinho de Abraão. O pai dele morreu antes da família sair de Ur dos caldeus, e Abraão levou Ló em suas jornadas. Ló, ao lado de seu tio, se tornou rico. Os rebanhos dos dois aumentaram tanto que tiveram que se separar. Abraão deixou Ló escolher a melhor terra, e este foi na direção de Sodoma, na campina do Jordão. Ele viu terra fértil, boa para a criação dos seus rebanhos, e tomou uma decisão profissional. Ao mesmo tempo, se colocou num deserto espiritual. Além de se separar de um homem bom e justo, seu tio Abraão, Ló levou a família na direção de Sodoma, uma cidade conhecida por sua imoralidade e maldade. 


Vivendo em Sodoma

Ló não era um homem mau, mas sim fraco e ambicioso. Todo o tempo que viveu com seu tio Abraão serviu para que aprendesse a temer e respeitar Deus, mas sua maior fraqueza foi não reconhecer sua vulnerabilidade. Ele acreditava que poderia lidar com as tentações de Sodoma sem se contaminar, mas sem perceber tanto ele quando sua família, já haviam sido fatalmente afetados pelo ambiente pecaminoso da cidade.

Em Genesis 18, vimos que Deus decide destruir Sodoma porque a cidade estava dominada pela maldade, mas quer poupar a vida de Ló e sua família. Para isso, enviou seus anjos que ao chegarem em Sodoma encontraram Ló na entrada da cidade.

Ló saudou os dois estrangeiros com muito respeito, prostrando-se até o solo como era o costume da época, e oferecendo-lhes a hospitalidade do seu lar.

Ló convidou os anjos a passarem a noite em sua casa, mas os homens de Sodoma, sabendo da chegada dos forasteiros, quiseram ter relações sexuais com eles, pois a imoralidade sexual dominava aquele lugar. 

A intercessão de Ló, oferecendo suas próprias filhas àqueles perversos, para evitar que abusassem de seus hóspedes, seguiu as exigências da hospitalidade, que impunham ao hospedeiro proteger seus hóspedes a qualquer custo.

Mas não era em relações sexuais naturais entre homens e mulheres que aqueles homens estavam interessados, e por isso tentam arrombar a porta da casa de Ló, ao que os anjos reagem ferindo de cegueira a multidão e permitindo que Ló, sua esposa e filhas escapem.

Destruição de Sodoma e Gomorra

Então os anjos anunciam a Ló que iam destruir a cidade e pede que ele fuja de Sodoma com sua família. Ló tenta convencer seus genros, que não acreditam nele. 

Ao amanhecer os anjos apressavam Ló a sair da cidade para que não morresse, mas ele demorava em sair. Então os anjos, por misericórdia de Deus, literalmente pegam ele e sua esposa e suas filhas solteiras pela mão e os levam para fora da cidade. Os anjos ainda instruem Ló para que este fuja para os montes e não olhem para trás para que não pereçam. Então Ló pede para ir refugiar-se em uma cidade pequena ali perto, ao invés de ir para os montes, ao que os anjos concordam prometendo não destruir a tal cidade. 

Somente quando Ló e sua família entra na cidade de Zoar, é que Deus fez chover enxofre e fogo, sobre Sodoma e Gomorra destruindo tudo o que havia nelas.


Conseqüências...

Mas na fuga, a mulher de Ló, não resistiu à curiosidade de olhar para trás: decerto seu coração estava em Sodoma, onde ela havia vivido confortavelmente como esposa de um homem rico e de boa posição na sociedade, e ela ainda estava incrédula quanto ao que o anjo lhes havia dito, ela não queria sair de Sodoma, e saiu à força. O castigo foi imediato: ela converteu-se numa estátua de sal!

Ló vai com suas filhas para os montes e passa a viver em uma caverna. 

As filhas de Ló cresceram num país onde a bebedeira e todas as formas de imoralidade eram habituais, consequentemente a noção do certo e do errado e a consciência delas estavam distorcidas, devido à má influência recebida em Sodoma.

As filhas de Ló não tinham nenhuma esperança de maridos. Os filhos eram uma proteção para os velhos e sem eles o nome da família desapareceria, pois não haveria descendentes. Então, para darem continuidade a descendência do pai, o embriagaram e cometeram incesto com ele. 
As duas engravidaram do próprio pai, a filha mais velha gerou Moabe, origem do povo Moabita e a mais nova gerou Amon que deu origem aos Amonitas.


Esses dois povos mais tarde vão ser inimigos de Israel durante a maior parte do Antigo Testamento. No entanto, o apóstolo Mateus descreve Rute, a moabita convertida ao judaísmo, como uma mulher de excelência que se tornou a bisavó do rei Davi e um antepassado de Jesus Cristo (Rute 3:11, 4:17-22; Mateus 1:1 -5).

O Jardim do inimigo. (Peça gospel teatral. Completo em HD 720p)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Gênesis 18 - Sara fraqueja na fé - e - Abraão intercede pelos justos



Aqui a palavra relata que Deus aparece para Abraão e junto a Ele, três homens. Abraão então oferece aos homens pão, água e descanso para continuarem sua jornada. 

Com o consentimento dos viajantes, Abraão se esmera na hospitalidade e faz de tudo para que eles sintam-se bem.

Abraão foi até Sara e lhe disse: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze pão assado ao borralho. Abraão, por sua vez, correu ao gado, tomou um novilho, tenro e bom, e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo. Tomou também coalhada e leite e o novilho que mandara preparar e pôs tudo diante deles; e permaneceu de pé junto a eles debaixo da árvore; e eles comeram.

Então, lhe perguntaram: Sara, tua mulher, onde está? Ele respondeu: Está aí na tenda.

Um dos homens disse: “Voltarei, daqui a um ano; e Sara, tua mulher, dará à luz um filho.”

Sara que estava escutando, e por Abraão e Sara serem já velhos, riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu marido, terei ainda filho?

Disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha? Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei, e Sara terá um filho.




Então, Sara, receosa, o negou, dizendo: Não me ri. Ele, porém, disse: Não é assim, é certo que riste.



Quando os viajantes levantaram para ir embora, Deus revelou a Abraão que destruiria Sodoma e Gomorra, pois seus pecados eram grandes. Os homens estavam indo até lá para confirmar se realmente a cidade estava tomada pelos ímpios e sendo assim, destruí-las.




Quando os homens se foram, Abraão continuou na presença de Deus e questionou se mesmo havendo justos nas cidades de Sodoma e Gomorra, ainda assim Ele as destruiria. 

Deus então responde que se houver apenas 10 justos nas cidades, por causa destes justos, Deus não às destruiria.

“E retirou-se o Senhor, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou-se ao seu lugar.”(Gênesis 18:33)



Gênesis 16 e 17 - Sarai e sua escrava Agar









Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.
(Gênesis 16:1)







A bíblia nos relata em Gênesis 16, que Sara não agüentava mais esperar pela promessa de Deus de que ela seria mãe. Já idosa, resolveu agir por conta própria e dar uma “ajudinha” à Deus. 

Sara pediu que Abraão tivesse relações com sua escrava Agar, na esperança de poder ser mãe dos filhos da escrava. Agar era egípcia e serva de Sara, na posição de serva, teve que aceitar a decisão da sua senhora. Ela dormiu com Abraão e engravidou. Já grávida, ela desprezou Sara. (Gênesis 16:2-4) 


Sara reclama com Abraão que após ter engravidado, Agar à despreza. Então, Abraão diz para Sara fazer o que ela achar melhor, pois a serva é dela e foi dela também a decisão de tentar fazer Agar engravidar de Abraão. Sara começa a humilhar sua escrava e a destrata a tal ponto que Agar não aguenta e foge para o deserto. (Gênesis 16:5-7)

Deus envia um anjo ao encontro de Agar que fala com ela, junto a uma fonte de água no deserto.

E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora. (Gênesis 16:8)

Neste momento o anjo diz que Deus vê a aflição de Agar e pede para que ela volte para casa de sua Senhora e fique lá, mesmo que esta lhe destrate. Pediu também para ela dar ao filho o nome de Ismael, prometendo a ela que sua descendência seria numerosa.

Sara então obedecendo a ordem de Deus, volta para casa de Abraão e quando nasce seu filho dá a ele o nome de Ismael. Abraão tinha 86 anos quando Ismael nasceu.

Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.E porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandemente.(Gênesis 17:1-2)

Quando Deus reaparece para Abraão e reafirma toda a promessa anteriormente feita, Abraão ri e não consegue acreditar que ele aos 100 anos teria um filho com Sara também já com a idade avançada de 90 anos. Então Abraão pede que Deus abençoe Ismael pois não crê que terá outro filho além dele.(Gênesis 17:3-18)

Deus afirma que abençoará sim seu filho Ismael, pois tem escutado sua oração em relação a ele, e fará dele uma grande nação, mas também Sara dará a luz! “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele.” (Gênesis 17:19)

Deus faz uma aliança com Abraão e pede para ele circuncidar, a partir daquele dia, a todos os nascidos na sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro. Conforme Deus ordenou, naquele mesmo dia foram circuncidados Abraão e Ismael seu filho (com 13 anos) e todos os homens da sua casa.

Gênesis 15

Depois destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão. (Gênesis 15:1)

Deus reafirma à Abraão que está com ele, mas no versículo 2 Abraão reclama com Deus a demora em cumprir sua promessa. Quanto mais o tempo passa, na visão humana de Abraão a possibilidade de ter filhos diminui e praticamente não existe.

Deus reafirma a promessa que fez a Abraão: “Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência.” (Gênesis 15:5)

Além de afirmar que Sua promessa ainda estava de pé e que Abraão teria filhos, Deus ainda mostrou a ele o que aconteceria com sua descendência e como seria o restante de seus dias, assim como sua morte. (Gênesis 15:13-16).

Fez então Deus uma aliança com Abraão, garantindo que toda aquela terra pertenceria a sua descendência.



 

Gênesis 14

Nos versículos de 1 a 12, vemos o relato de uma guerra entre os 4 reis mesopotâmios do oriente e os 5 reis do sul, incluindo os reis de Sodoma e Gomorra.

Os reis do oriente eram chefiados por Quedorlaomer, rei de Elão (atual Irã), que dominou os reis do sul durante doze anos, até que estes se rebelaram e tentaram livrar-se da opressão de Quedorlaomer.

Quedorlaomer e os reis que eram seus aliados, avançaram e derrotaram os reis do sul.

Na fuga os reis de Sodoma e Gomorra caíram dentro de poços de piche, os outros escaparam e foram para as montanhas.

Os quatro reis vencedores se apossaram dos bens de Sodoma e Gomorra e também capturaram Ló,
sobrinho de Abrão.
Gênesis 14.13 - 24 o resgate de Ló

Um habitante de Sodoma conseguiu fugir e levou a noticia à Abrão, que enviou seus empregados, 318 homens, em perseguição aos captores de Ló. Recuperaram então, tudo o que havia sido tomado, Ló, seus bens, mulheres e o restante dos prisioneiros.
Na volta para casa, os reis de Sodoma e de Siquem vieram falar com Abrão:

“Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; abençoou ele a Abrão, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra, e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos! E de tudo Abrão deu-lhe o dízimo.
“(Gênesis 14:18-20)

Tão logo Melquisedeque terminou, o rei de Sodoma falou.

“Então, disse rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas; e os bens ficarão contigo.” (Gênesis 14:21)

Então Abrão, sabiamente, responde ao rei de Sodoma:

“Mas Abrão lhe respondeu: Levanto a mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão.” (Gênesis 14:22-23)

Abrão, colocou sua vitória na perspectiva correta dando a glória a Deus, pois toda vitória é de Deus.

Ló escolheu Sodoma e seu próprio interesse, e quase perdeu tudo por causa disso. Abrão escolheu seguir a paz e por isso lhe foi dada a vitória. Ló contou consigo mesmo e se tornou escravo. Abrão confiou em Deus e se tornou uma figura singular entre seus irmãos.

Gênesis 13 – Separação de Abraão e Ló

Ló viveu com seu tio Abrão desde Ur, e enquanto esteve com ele foi abençoado grandemente prosperando em riquezas.

E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas.

E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos; porque os seus bens eram muitos; de maneira que não podiam habitar juntos. (Gênesis 13:5-6)

Ló não seguia a Abraão guiado por uma fé pessoal nem por uma chamada, mas sim por um simples afeto familiar, pois Ló tinha um coração mundano e não tinha a mesma fidelidade de Abrão à Deus.

Gênesis 13:7-13

Houve então contenda entre os pastores de ovelhas de Ló e de Abrão.

Para evitar desavenças com o sobrinho por causa do rebanho, Abrão lhe deu a opção de escolher a planície que desejasse. Ló preferiu fixar-se na planície do rio Jordão, na região de Sodoma e Gomorra, que antes de ser destruída era comparada com o Jardim do Éden e com o Egito. Sodoma era habitada por homens maus e grandes pecadores, mesmo assim considerando apenas o potencial econômico daquela área, e seu próprio enriquecimento, Ló optou por ela.

Gênesis 13:14-18

Quando Ló se fora, o SENHOR mais uma vez falou com Abrão: Ele confirmou e ampliou as promessas anteriores, dizendo que toda a terra que ele podia ver pertenceria a ele e à sua descendência, para sempre, e que faria a sua descendência como o pó da terra, que não se pode contar.

Após a separação de Ló, Deus confirma dar aquela terra à sua descendência e ordena que percorresse a região.

Abraão então levanta novamente as suas tendas e se fixa junto aos carvalhais de manre, em Hebrom, onde edificou um novo altar a Deus.

Gênesis 12 – Chamado e obediência de Abraão

Abrão é da nona geração de Sem, filho de Noé, conforme genealogia abaixo. 

Noé pai de Sem, que é pai de Arfaxade, que é pai de Selá, que é pai de Eber, que é pai de Pelegue, que é pai de Réu, que é pai de Serugue, que é pai de Naor, que é pai de Tera, que é pai de Abrão (Abraão). 

Em Gênesis 11:28-30, vemos que Abrão morava em Ur dos caldeus, junto com seus irmãos Naor e Harã (que faleceu e deixou o filho Ló), sua esposa Sara (que era estéril) e seu pai Terá. 

Terá (Gênesis 11:31) resolve pegar Abrão, Sara e Ló e sair de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã, mas foi apenas até Harã, onde viveu até sua morte aos 205 anos de idade. 

"Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção." (Gênesis 12:1-2) 

A ordem de Deus para Abrão foi muito específica. Foi dito a Abrão, em detalhes, o que ele deveria deixar prá trás. Deveria deixar sua terra, seus parentes e a casa de seu pai. Deus iria fazer uma nova nação. 

A Bíblia diz que Abrão, obedecendo as ordens de Deus, saiu com sua esposa e seus bens de Harã, mas leva também Ló (seu sobrinho do qual fazia parte da “parentela” que Deus mandou deixar), indo em direção a Canaã. O texto informa que Abrão já teria setenta e cinco anos de idade e dá a entender que já tivesse pessoas a seu serviço, embora nenhum filho. 

Deve-se considerar que se Terá gerou Abrão e seus irmãos aos setenta anos (Gênesis 11:26) e faleceu aos duzentos e cinco anos (Gênesis 11:32), quando Abraão deixou Harã o seu pai certamente estava vivo com a idade de cento e quarenta e cinco anos já que o início da viagem do patriarca para Canaã ele tinha uma idade de setenta e cinco, ainda que naquela época a contagem de anos pudesse ser diferente. 

Gênesis 12:6-7 

Depois dessa longa jornada de Harã até Canaã, o primeiro local onde Abraão esteve teria sido em Siquém, no carvalho de Moré, onde habitavam os cananeus. Ali Deus apareceu a Abraão e lhe confirmou a promessa de dar aquela terra à sua descendência. “E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra.” (Gênesis 12:7). Então Abraão edificou ali um altar ao Senhor. 

Gênesis 12:8-10 

Abraão cometeu um erro quando desceu ao Egito sem a orientação de Deus. Ele já estava morando em Canaã, mas, por causa da fome, foi à nação vizinha. 

Gênesis 12:11-20 

Ao chegar no país, Abraão temeu que viesse a ser morto por causa da beleza de sua mulher e por isso combinou com ela que dissesse aos egípcios que seria sua irmã, não esposa. 

Assim, o faraó veio a apaixonar-se por Sara e a levou para o seu palácio, passando a favorecer Abraão. Porém, Deus castigou o rei egípcio e este mandou chamar Abraão e lhe devolveu Sara, ordenando também que deixassem o país com os seus bens. 

Gênesis 13:1-4 

A Bíblia narra que Abraão, juntamente com sua esposa e com seu sobrinho Ló, retornou do Egito para a terra de Canaã, para o mesmo local onde havia se fixado ao Sul de Betel (provavelmente Salém). Tornou-se muito rico, possuindo rebanhos de gado, prata e ouro. 

Abraão retornou para Betel onde procurou o altar que havia feito para Deus e o invocou.


Gênesis 11 – Torre de Babel

A torre, também chamada de Zigurate, era o maior símbolo das cidades estados do vale do Tigre-Eufrates, na antiga Mesopotâmia, o berço da civilização. Foi neste local que os primeiros humanos pós-dilúvio se fixaram, desenvolveram a agricultura e passaram a construir cidades.

Em Genesis 11.3 podemos ver a grande habilidade que tinham em matéria de construção, principalmente tijolos. Este conhecimento tornou possível a construção de prédios, atingindo alturas jamais vistas até aquele momento. Foram encontradas ruínas de pelo menos trinta dessas torres.

Genesis 11.4 relata que em um determinado momento, o ser humano resolveu usar sua habilidade para se autoengrandecer, achando que não precisava mais de Deus resolve construir uma torre tão grande que atingisse o céu, comparando-se assim a Deus.

A maior torre, o grande zigurate de Babel do qual fala o Gênesis, era um edifício de sete andares com 91,44 metros de altura, uma construção sem precedentes para a época.

Até então, todos falavam a mesma língua e conseguiam se comunicar muito bem, isso foi um fator importantíssimo no êxito das construções até então, pois através da linguagem nós formamos nossas idéias, construímos possibilidades e convocamos outras pessoas para nos ajudar a torná-las em realidade. As palavras precedem o trabalho. Não foi um problema técnico que impossibilitou a finalização da construção da Torre de Babel, mas a inabilidade de se comunicar.

“Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;

E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.


Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.” (Gênesis 11:5-8)


O resultado do orgulho desses homens, foi que já não podiam mais se entender mutuamente e não puderam
mais construir, deixando a obra inacabada.

O termo ‘Babel’ até este ponto significava “porta do céu”. Isto mostra que a intenção era construir uma torre que alcançasse literalmente o céu, e para onde todos pudessem subir e se salvar (por esta obra humana) de outro dilúvio, se Deus o enviasse, pois eles não acreditavam na promessa que Deus fez a Noé em não mais destruir a terra.

A partir da confusão de línguas, o termo Babel foi alterado para “confusão” e isso é o que acontece com o homem quando seu coração está longe de Deus.


Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra. (Gênesis 11:9)


O espírito dos construtores da torre de Babel é: “ Não preciso de Deus; posso construir minha própria religião, cujo Deus é minha autossuficiência”.

Salvação nunca foi e nunca será por méritos próprios. Construir algo somente na vontade humana sempre trará resultado lamentável. Toda e qualquer capacidade humana sozinha é pequena para construir algo sustentável. 

Precisamos viver na dependência do Senhor.

Gênesis 10 – Genealogia de Noé

Aqui encontramos a origem das nações. Após o dilúvio a geração de Noé repovoou o planeta e todos nós descendemos desta família. Vamos dar uma olhada em um estudo geral sobre nossa origem.

Origem das Nações

Após o Dilúvio (2.072 a.C), os descendentes de Sem - (filho de Noé) povoaram as regiões asiáticas, desde as praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do território. Foi dentre eles que Deus escolheu o seu povo, cuja história constitui o tema central da Bíblia. Esta passagem dá início à linhagem de Sem, e o resto da Bíblia acompanha esta linhagem, diretamente até o Messias, onde Abraão foi descendente de Noé, através de Sem, origem dos povos semitas.


Os descendentes de Cam - (filho de Noé) foram notavelmente poderosos no princípio da história do mundo antigo. Constituíam a base dos povos que mais relações travaram com os hebreus, seja como amigos, seja como inimigos. Eles se estabeleceram na África, no litoral Mediterrâneo da Arábia e na Mesopotâmia.

Os descendentes de Jafé - (filho de Noé) formaram os povos indo-europeus, ou arianos. Embora não tivessem sobressaído na história antiga, tornaram-se raças dominantes do mundo moderno.

Aliança ente Deus e Noé

A palavra aliança aparece 299 vezes na bíblia. Uma aliança simboliza acordo, tratado, união entre duas partes, mas o mais importante é a essência, a fidelidade.  Aliança é o símbolo de fidelidade que temos com Deus e ele conosco.

Aliança com Noé
Deus encontra fidelidade e obediência em Noé e cria um plano para salvar Sua criação. O dilúvio aconteceu e Deus salvou aqueles animais e a família de Noé, que seriam uma família fiel a Deus. Este foi um plano salvador de Deus para a humanidade cheia de pecado.

E eu, eis que estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós. (Gênesis 9:9)

Com essa aliança, Deus promete proteger a terra para que não mais fosse totalmente destruída. Também estabelece leis de paz  para que os homens não se matem entre si. Também garante o equilíbrio da natureza entre dia e noite, sol e chuva, frio e calor para manter a paz na terra.
Deus proveu alimento para a família de Noé  que antes comia apenas ervas e frutos, agora poderia comer também a carne de animais com restrição de comer o sangue.

Deus mandou a família de Noé se multiplicar e crescer para povoar a terra prometendo lhes proteger.
A aliança de paz do Senhor é para proteger e sustentar. Ele cuida de nossas vidas e provê o que precisamos para viver.

A aliança de Deus sempre é eterna Ele nunca rompeu seu acordo conosco, o homem é que abandona o Senhor e invalida sua aliança. Por isso as alianças além de ter promessas de bênçãos têm também consequências para a desobediência.

Deus garante que a Aliança seria eterna e que se lembraria de cumprir sua promessa sobre toda a terra.
O arco de Deus (arco-íris) é o sinal da Aliança posto nos céus para que todos vissem. Deus tem prazer em assumir diante de todos que nos ama e que tem um compromisso conosco.

O sinal visível é para lembrar e fazer com que todos saibam da Aliança. Por isso na Nova aliança (Cristo) temos a Santa Ceia e o Batismo como sinais visíveis e públicos desta Aliança.
Precisamos todos os dias examinar a nossa consciência e a nossa mente, pois o compromisso que fizemos com Deus é o de vivermos a Sua vontade em nossas vidas e de guardarmos as Suas leis e os Seus mandamentos divinos sem ignorar a vontade do Senhor.

Atentemos ao sábio conselho do Padre Roger Araújo que li certa vez: 

“Assim é a nossa aliança com Deus, Ele da Sua parte leva muito a sério a aliança que fez conosco; o que nós precisamos é também levar a sério a aliança que fizemos com Ele.”



Gênesis de 6 a 8 - A História de Noé

Gênesis 6:1-2

Aqui  temos o crescimento da humanidade e atrelado a isso, a do pecado . Vemos que os filhos de Deus se unem as filhas do homens. Devemos entender “filhos de Deus” como os descendentes de Sete, a família piedosa, e “filhas dos homens” como as descendentes de Caim, a família ímpia.
Essa união entre os servos de Deus com os ímpios é rejeitada na Bíblia, tanto no Antigo Testamento como no Novo.  (Co 7:39). Tal orientação visa prevenir a distorção da fé e o pecado que pode acarretar.

Gênesis 6:5
“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.”
Até então, havia uma família piedosa e outra ímpia. Mas a partir desta união a impiedade se multiplicou. Deus viu o pecado do coração dos homens.
A violência entre os homens aumentava e o aumento da violência é consequência do afastamento de Deus.

Gênesis 6:6-9
Neste momento, Deus arrepende-se de ter criado o homem, mas em meio a tanta maldade e violência, Noé chamou a atenção do Senhor, por ser um homem justo que andava com Deus.
Noé era diferente dos demais porque se manteve fiel ao Senhor.
Ele andou com Deus, assim como Enoque, ele obedecia a Deus, ele amava a Deus, e ele conhecia a Deus.

Gênesis 6:11-21
Deus, toma a decisão de eliminar todo ser vivente da terra, mas poupar a Noé e sua geração (esposa, filhos e noras). Ele manda Noé construir uma arca, pois iria enviar um dilúvio sobre a terra. Note a obediência de Noé e seu esforço para fazer tudo de acordo com a vontade de Deus.
Assim fez Noé; conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.  (Gênesis 6:22)

Gênesis 7:1-24
Noé entra na arca com toda sua família e todos os animais que Deus ordenou salvar. Ele faz TUDO conforme Deus ordenou. E choveu 40 dias e 40 noites. As águas cobriram toda a terra, até os montes mais altos, eliminando todo ser que vivia sobre a terra. Depois de 150 dias as águas começaram a escoar.

E foram as águas indo e minguando até ao décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes. (Gênesis 8:5.)

Gênesis 8:1-12
A arca pousou sobre um monte, mas Noé não podia descer porque ainda existia muita água sobre a terra e nenhuma vida.
Noé soltou um corvo e depois uma pomba, mas os dois voltaram ao barco, porque não tinham onde pousar. Depois soltou novamente uma pomba e esta voltou com um ramo de oliveira, e Noé viu que já havia vida novamente na terra. Ele abre a cobertura da arca e vê que a terra estava enxuta.
 Mesmo sabendo disso, Noé não desce da arca, ele espera a ordem do Senhor.
Ao todo, desde o inicio do dilúvio, foram 365 dias (um ano) que Noé e sua família ficaram dentro da arca, e ao final, quando a terra estava seca, Deus determinou que eles saíssem.

“Então falou Deus a Noé dizendo:
Sai da arca, tu com tua mulher, e teus filhos e as mulheres de teus filhos.
Todo o animal que está contigo, de toda a carne, de ave, e de gado, e de todo o réptil que se arrasta sobre a terra, traze fora contigo; e povoem abundantemente a terra e frutifiquem, e se multipliquem sobre a terra.” 
(Gênesis 8:15-17)

Gênesis 8: 18-22
Ao sair da arca, Noé constrói um altar para o Senhor e faz uma oferta de gratidão a Ele.
Deus se alegra com a atitude de Noé e faz uma promessa de não mais amaldiçoar a terra por causa dos homens e seus corações endurecidos.
Novamente Deus abençoa o homem e manda que se multiplique e repovoe a terra.
E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra. (Gênesis 9:1)


No próximo estudo, falaremos sobre a aliança feita entre Deus e o homem a partir de Noé.

Maria Madalena

Amados, muitos evangélicos creem, por tradição e por não conhecerem as Escrituras que Maria Madalena fosse prostituta ou a mulher apanhada em adultério do oitavo capítulo de João, mas isso não é verdade.
Não devemos acreditar em tudo o que dizem e crer como verdade.
É nossa obrigação como cristãos ESTUDAR A BÍBLIA, mas nem todo mundo estuda.
Neste caso, sempre que ouvir algo sobre o que está escrito na palavra de Deus, vá até ela, leia, estude, verifique, analise...
A bíblia é um livro COMPLETO, com isso quero dizer que lá contem tudo o que devemos saber sobre Deus e sua verdade, não caiamos nas mentiras do inimigo, existe muita coisa no mundo que não vem de Deus.
Na palavra já temos muito o que estudar, vamos nos concentrar, nela?
Abaixo um estudo real sobre Maria Madalena.
Deus abençoe a todos!

Estudo abaixo retirado do site http://www.estudosdabiblia.net/bd11_08.htm
Vamos examinar o que a Bíblia ensina sobre Maria Madalena:
1 - Sete demônios saíram dela (Lucas 8:2).
2 - Ela era uma das mulheres que ajudaram Jesus e seus discípulos enquanto estes pregavam o evangelho (Lucas 8:1-3).
3 - Ela e muitas outras mulheres seguiram Jesus desde a Galiléia quando ele foi para Jerusalém no final do seu ministério (Mateus 27:55-56).
4 - Quando Jesus foi levado para ser crucificado, ela e outras seguiram de longe (Mateus 27:55-56; Marcos 15:40-41).
5 - Quando Jesus foi sepultado, ela foi uma das mulheres que observou o lugar onde o corpo foi posto (Marcos 15:45-47).
6 - Ela e outras mulheres foram ao túmulo no primeiro dia da semana para embalsamar o corpo de Jesus (Marcos 16:1-2; Mateus 28:1).
7 - Quando ela encontrou o sepulcro aberto, correu para avisar Pedro e João (João 20:1-2).
8 - Ela foi uma das primeiras a receber a notícia da ressurreição quando um anjo falou às mulheres perto do túmulo aberto (Mateus 28:5-6). Anunciou a boa notícia aos discípulos (Lucas 24:9-10).
9 - Ela foi uma das primeiras pessoas a ver Jesus depois da ressurreição (Mateus 28:8-10; João 20:13-18).

Agora, observe o que a Bíblia não diz:
1 - Não diz que Maria Madalena era a pecadora citada em Lucas 7:36-50.
2 - Não diz que era a mesma Maria, irmã de Marta e Lázaro.
3 - Não sugere nenhum tipo de relacionamento especial ou íntimo entre Jesus e Maria. Sempre fala de Maria junto com outras mulheres.
4 - Depois da ascensão de Jesus, a Bíblia nunca mais menciona o nome de Maria Madalena.

“Pois haverá tempo em que ... se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas”

(2 Timóteo 4:3-5).

O tempo é chegado...

Tenho pensado muito sobre nosso tempo restante aqui na terra, sobre a volta de Cristo e o que estamos fazendo com o tempo que nos resta.
Deus foi bem claro em relação a “não perdermos tempo”, pois "...a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o filho, senão o PAI.” ( Mateus 24.36)

O Espírito de Deus, tem tocado meu coração em relação a não ficar parada. Minha alma anseia por conhecimento, cada dia mais e mais...  mais de Deus, mais da Sua Palavra, mais intimidade e relacionamento com Ele.

 Em Mateus 24.45-46, lemos “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.”



Então,  tomei uma decisão, darei inicio a um projeto antigo que Deus plantou  em meu coração, como uma sementinha a alguns anos atrás, e hoje cresceu  e não cabe mais dentro de meu peito, tendo que sair para fora e florescer... O estudo completo, detalhado e registrado da Sua Palavra, capitulo por capitulo, livro por livro... com acesso a todos os que assim como eu, tem sede de Deus em suas vidas.


Vou trilhar um caminho, planejado por Deus e guiado pelo Seu Espírito Santo, em nome de Jesus,

Amem!!!

O que é a Bíblia


Bem, primeiro vamos conhecer a Bíblia. Muitas pessoas me perguntam,  porque eu acredito no que está escrito na Bíblia e se ela realmente é a Palavra de Deus.

Antes de me tornar cristã, assim como muita gente, eu também dizia coisas do tipo: “ papel aceita tudo”; “a bíblia é um livro como qualquer outro”; “quem me garante que vem de Deus?”

Bem, vou explicar o que me fez mudar de idéia:

1º  Foi escrita ao longo de 1600 anos (de 1500 a.c à 95 d.c)

2º  Entre seus aproximados 40 escritores, estão homens cultos, como médicos, reis, professores, juízes e profetas, assim como homens sem cultura ou instrução como pescadores e pastores de ovelhas.

3º  Estes homens, em sua maioria não se conheceram nem chegaram a ler o que os outros escreveram, viveram em épocas distintas, escreveram cada um com uma linguagem própria e distinta, porem NÃO SE CONTRADIZEM!

4º Apesar de tudo isso, um livro complementa o outro, estão todos em perfeita harmonia e totalmente ATUAIS, pois seus ensinamentos servem muito bem para os dias de hoje.

A bíblia é um livro que conta ao homem a história de seu passado, fala sobre o presente dando orientações de como viver em harmonia com toda a criação e consigo mesmo, assim como nos revela como será seu futuro. Além disso,  a bíblia como ela mesma nos revela, é a palavra de Deus, um meio pelo qual Ele usa para se comunicar com Sua criação, até os dias atuais.




Nenhum outro livro influenciou tanto a vida das pessoas como a Bíblia. Também nenhum outro livro foi motivo de perseguições, guerras e transformações de vidas de milhares de pessoas. 
Com tudo isso, cheguei a conclusão de que esse livro maravilhoso, tem origem de uma só mente, e uma mente DIVINA, dotada de total sabedoria! A mente de Deus!


Obrigada meu Senhor e amado Deus, por Te colocar a nossa disposição também através de Sua Palavra, porque com amor e ternura, nos ouve, entende e também FALA conosco.
Louvado seja teu santíssimo nome, Amem!